O turista

Quem me conhece sabe que tenho certo repúdio em comentar filmes. Isso acontece porque não sou grande entendedora do assunto e também porque os entendedores do assunto se incomodam com aqueles que não entendem, mas querem falar.  Há ainda aqueles que não entendem e acham que entendem e por esse motivo não gostam nem dos que entendem nem dos que não entendem (se você ler devagarzinho não parece tão confuso).

Assumo a postura de quem não entende. Aliás, acho que ninguém, além daquele que elaborou o filme, entende realmente o que está sendo retratado (gente, arte cada um interpreta como quer!). Logo, o resto é abobrinha e, abobrinha por abobrinha, ganho a liberdade para eu dizer o que bem entender.

Eu tinha preguiça de assistir filmes. Pronto, falei. Tinha mesmo…era muito tempo em frente à tela, me dava uma ansiedade da geração y e eu já queria levantar e ir fazer outra coisa.

Mas no final do ano passado, junto àquele montante de e-mail de piadas e retrospectivas do ano que se passou, recebi essa retrospectiva:

Parece bobo, mas pela primeira vez eu senti o quanto era importante retratar a vida. E (talvez) por pura percepção seletiva, eu passei a viver momentos tão excêntricos em 2011, que dariam boas cenas de filmes.

O primeiro do ano

Um dos primeiros filmes que vi esse ano foi “O Turista”. Contrariando a crítica, não achei um desastre de Von Donnersmarck. Me contrariando, não era comédia romântica, drama nem animação. “O turista” é ação. Ação bonita de ver, com Johnny Depp e Angelina Jolie pelas vielas da Itália.

Cheguei ao guichê do cinema sem qualquer referência do que eu veria a seguir. E fiz bom negócio. Dá vontade de pegar um avião e colocar mais emoção na vida real.

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3 comentários

  1. Uma vez escrevi naquele blog boboca (que mantive por pouco tempo) sobre meu amor incondicional, exagerado e derramado pela arte dos fotogramas em movimento, lembra? No post dizia que nunca antes houve tantas gente falando sobre filme na internet, e que a maioria dessas pessoas eram “pseudo-um monte de merda!” lembro até que vc me disse que se sentiu mal por escrever sobre filmes (pouca coisa, de um modo bem pessoal) por causa do que escrevi, mas te disse que não era seu caso, alias, é a pessoalidade que impõe a teus escritos que sempre me encantou (em relação aos filmes isso permanece uma verdade inconestável)! Agora vc colocou ai que: “os entendedores do assunto se incomodam com aqueles que não entendem, mas querem falar. Há ainda aqueles que não entendem e acham que entendem e por esse motivo não gostam nem dos que entendem nem dos que não entendem.” Dae fiquei pensando: “A Bia deve achar que me enquandro num dos dois tipos. Oh shit!!!” hauhauhauha… bobera, mas passei pra dizer que gostei muito do post e esse video de retrospectiva é ótimo!!! E que agora to afim de ver “O Turista”; thanx! É bom tê-la de volta por aqui.
    Abraço, srta. Dourado.

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  2. Rapaz, você é mesmo um caso sério…

    Você, pra mim, assiste a filmes com a mesma paixão e poesia que assiste a vida. E precisa mais que isso?
    Pois bem, te encaixo ao meu lado na classificação daqueles que não entendem, mas sentem. Essa simplicidade tira qualquer peso teórico, dando a leveza que gosto de ver nos filmes: nós somos feitos de tudo aquilo que nos toca. Só.
    Autêntico, não? Eu gosto.

    Bêjo!

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