8 motivos para conhecer (e amar) o Belém

Eu nasci em São Paulo. Na extinta maternidade de São Paulo, próxima à Avenida Paulista. Naquela época a gente morava em um apartamento ali pertinho também, na Pamplona. Mas eu fui crescendo e meus pais foram achando que faria sentido uma criança ter espaço para correr e brincar dentro de casa. Assim começou a busca por um quintal. Depois a gente olhava se ele fazia parte de uma boa casa. E por fim, se o bairro era bom.

Não demorou para que a minha avó achasse uma casa enorme, com DOIS quintais, pertinho da casa dela. Foi assim que nos mudamos da cidade grande para o interior para o Belém.

O Belém é um bairro na zona leste de São Paulo, bem próximo ao centro. Como é um bairro residencial, poucos conhecem. E como é pequenino, todo mundo que mora lá acaba se conhecendo. Tem a dona Jura da papelaria. O Renato frangueiro ( que cantava ÓPERA enquanto trabalhava, fazendo a trilha sonora do bairro todo). O seu Donato da banca de jornal. O André da farmácia (que ia na minha casa aplicar injeção e que furou as orelhas da minha avó depois de ela ter mais de sessenta anos sem brincos). O Júnior da mercearia (sim, o Belém tem mercearia, até hoje). O Edgar da casa Derby (só a casa Derby seria um post à parte, mas imagina um lugar BEM muquifado que vende as mais diversas raridades – de cd do É o tchan a furador de coco – Mãe, se você ler isso aqui, depois comenta o que você comprou lá que estava impossível de achar no resto do planeta…pro pessoal ver que é verdade).

Quem cresceu lá geralmente é filho de quem cresceu lá, que é filho de quem cresceu lá. O meu avô cresceu lá. O meu pai também. Eu quase escapei, mas já era tarde. Os pais dos meus amigos também cresceram lá. Os avós deles também. Em algum momento todo mundo se conheceu. E é por isso que nas festinhas eu era apresentada assim “Essa é a Bia, amiga da Jú, filha do Alvarinho, sobrinha da Sandra”, e o adulto respondia “Não me diga que o Alvarinho já tem filha deste tamanho!! Trabalhei com o seu avô na CMTC em 1967, acho que era 67 ou 68…não me lembro bem. A gente jogou bola juntos no Minas Brasil”.

Era uma mistura de italiano com português que acabou contribuindo com umas gerações que falam com um certo sotaque, lindô. E na época do meu pai era assim: um colégio particular para meninos (Agostiniano, de padres), um colégio particular para meninas (Auxiliadora, de freiras) e alguns colégios públicos (mas eu só me lembro do Amadeu Amaral). Na minha época continuou a mesma coisa, com a diferença de que todos os colégios passaram a ser mistos. Ui ui ui. Uma dor de cabeça para os católicos.

Quando me casei mudei do Belém. E descobri o quanto esse bairro me faz falta. Como assim não conseguir ir a pé para o sesc? Como é que eu vou fazer as compras sem o Sam’s Club, hein?

Eu pegava o carro só pra ir almoçar no Formiga. Comprar pão na Belga. Comprar um bolo no Ravan.

Mas agora me mudei pra Irlanda e não há carro que me estique até a Vila Maria Zélia para ver uma peça teatral. Não tinha. Quer dizer, eu substitui o carro pelo clique ao conhecer o Bem Belém, um projeto que promove intervenções urbanas no bairro e mostra para o mundo seu desenvolvimento. Foi assim: a saudade apertou e o bairro expandiu. Essa turma MUITO incrível de moradores me fez chorar de orgulho da minha história, olha só:

Eu sempre admirei intervenções urbanas e boto fé que a arte é o caminho certo para o crescimento. Que alegria o que vocês estão fazendo, galera. Existe muito amor em SP. ❤

E se você ainda não conhece o Belém, te dou motivos para conhecer, já!

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1) Conheça a primeira vila operária do Brasil

Com arquitetura europeia tombada pelo raro traçado urbano, a vila Maria Zélia tem o teatro mais charmoso em que já estive (fica no antigo armazém). Tem também uma igrejinha, várias casas lindinhas, um salão de festas e uma quadra de futebol. Tem a festa junina mais interior de toda São Paulo.

Para saber sobre as excelentes peças teatrais (a foto em destaque é da peça Arrufos), vá ao site do Grupo XIX.

obs. Os hipsters adorariam esse lugar se não estivessem ocupados procurando lugares hipsters na zona Sul.

2) Prove uma éclair na Tentação do Pecado

Já fui na Ofner. Na Holandesa. Na Marie Madeleine. E nada de achar éclair mais incrível que a do Márcio, da Tentação do Pecado.

obs. achei moderno agora poder pedir pelo Whatsapp. Aproveita e encomenda um bolo crocante de chocolate que tem sabor de infância.

3) Dê uma volta no Parque do Belém

Tem pista de cooper. Tem bicicletas para alugar. Tem quadras. Tem área verde. Tem uma Fábrica de Cultura com teatro e diversos cursos. Promete ter a maior lona de circo da América Latina -> estamos aguardando.

4) Seja cult

E vá a um show no sesc. Ou pare para tomar um café com vista para a piscina. O Sesc Belém é a sede de todos os sescs em São Paulo e é re-che-a-do de coisas para fazer.

5) Seja MainStream

E vá ao Sam’s Club fazer umas comprinhas. Por que não, não é mesmo?

6) Seja trash

E vá à maior feira livre de São Paulo (não é força de expressão, é realmente a maior feira livre que há na cidade). Todas as quintas. Na rua Irmã Carolina.

obs. Tem pastel? tem. Tem caldo de cana? tem. Tem yakissoba?tem. Tem tapioca? tem. Tem preço bom? tem. Tem velhinhas fofas? tem. Tem belenenses-melhor-povo-para-papear-ever? é claro que tem!

7) Seja um clássico paulistano

E coma uma pizza na Dei Cugini. Ou na Ideal. Ou na Vera Cruz (update: essa última fica no início do Tatuapé, finalzinho de Belém). É só provando uma pizza que nós notamos o quanto o bairro foi abençoado com a colônia italiana.

8) Seja um autêntico belenense

E coma um sanduíche no Perús. Almoce no Formiga. Corte o cabelo no Bigs Jovens (update: vi nos comentários que tem gente que fala “Big Jovens”e tem gente que fala “BigS Jovens”- se souberem o jeito certo, me ensinem, por favor). Compre pão na Belga ou na Nacional. Compre pastas, patês e vinhos no Júnior. Compre um produto de sua imaginação na Casa Derby.

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102 comentários

  1. Conheço o bairro do Belém a exatos trinta e três anos, quando vim trabalhar aqui achei o máximo, trabalhei na Nilta cabeleireiros na Rua Júlio de Castilhos bem pertinho do largo, foi lá que aprendi amar este bairro, foi aqui neste bairro que comi a melhor feijoada pela primeira vez, a e o churrasco no prato do perus meu Deus, então é por estas e outras razões que hoje tenho meu próprio salão de beleza Studio Kalima na av Alvaro ramos esquina com a rua Herval e tbm moro no bairro do Belém amo muito tudo isso…. Beijos

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    1. Sueli, que legal! Já fui na Nilta algumas vezes.

      Tem uma feijoada ali naquele bar azul de esquina, perto do metrô, que eu acho fenomenal! E o Perús ficou ainda melhor depois da reforma, né?

      Vou falar para a minha irmã dar uma passada no seu salão para levar um beijo meu pra você!

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    2. EU MOREI NO BELENZINHO

      Nasci e vivi boa parte de minha vida no bairro do Belenzinho, em São Paulo. Muitos o chamam de Belém, mas diz a lenda que este nome foi dado porque o letreiro “Belenzinho” não cabia no mostrador dos primeiros bondes que chegaram ao bairro e “Belém” acabou pegando. Hoje não há mais bondes e a estação do metrô chama-se Belém mesmo.
      Bem, isso pouco importa. O que interessa é que o bairro tem muitas histórias para contar a os mais saudosos, como eu, devem ter feito pelo menos uma coisa que marcasse sua passagem pelo lugar.
      Na verdade, quem lá viveu, deve ter feito alguma dessas “façanhas”:
      – Pegou carona no bonde 45, na rua Belém, indo até o largo São José, dando voltas pelos estribos só para não pagar passagem ao cobrador.
      – Tomou porre de vinho Carparelli, na adega do mesmo nome, situada atrás da igreja de São José.
      – Comeu bomba de chocolate na confeitaria Mimosa.
      – Jogou bilhar no Jacaré, também no Largo.
      – Freqüentou as matinês do cine São José.
      – Pulou nos bailes de carnaval, também no salão do cinema.
      – Matou aula no Colégio Saldanha Marinho, para ir ao cine Íris, ao lado da escola.
      – Matou aula no mesmo colégio para jogar bilhar em frente à escola.
      – Comeu pastel na Pastelaria Chinesa, na rua Silva Jardim, perto da passagem de nível da Central do Brasil.
      – Pegou carona nos trens de carga da Central manobrando perto da porteira.
      – Abriu pelo menos uma vez a porteira manual da linha do trem, ANTES da passagem do mesmo (para deixar o guarda-cancela puto da vida).
      – Bateu bola no campo do Marabá, ao lado da linha do trem, na rua Serra de Araraquara.
      – Comeu bolinho de bacalhau com Caracu, no boteco ao lado do campo.
      – Dançou no salão do Metalúrgica Paulista F.C.
      – Desceu a rua Passos para ir nadar na lagoa do Salada, ao lado do rio Tietê, quando nem se imaginava a construção da Avenida Marginal.
      – Estudou no G.E. Amadeu Amaral, com “seu” Júlio batendo uma enorme sineta nos horários de entrada e saída.
      – Foi para o centro da cidade nos ônibus da linha “75”.
      – Foi para o centro da cidade nos primeiros bondes tipo “camarão” (porque eram pintados de vermelho). Um luxo.
      – Estudou datilografia na Escola Álvaro Guião, com suas máquinas Remingtonn já pré históricas naquela época.
      – Pegou o ônibus “Vila Santa Isabel”, da Viação Cometa (sim, senhor, Viação Cometa), e ir até aquele bairro para ver o “milagre” da imagem da Santa que aparecia numa garrafa de água.
      – Amassou barro na Vila Santa Isabel para ver a santa e voltou de lá sem ter visto nada.
      – Assistiu a memoráveis jogos entre o Fileppo e o Radium, no campo daquele, na Siqueira Bueno, e que invariavelmente terminavam com monumentais brigas.
      – Comprou sapatos na Sapataria Pitta (que existe até hoje).
      – Assistiu triste ao fechamento definitivo da cancela da passagem de nível e a demolição de muitas casas para construção do viaduto.

      Quem passou por essas situações, ou algumas, entende porque a vida era boa naquele tempo.
      Saudosista, eu? É, sou mesmo.
      OSMAR ROMANO
      romanoseromanos@yahoo.com.br

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  2. Amei seu texto ! E como me identifiquei com a sua saudade do Belém, fui criada nesse maravilhoso bairro, conheço cada rua, vivi minha infância, adolescência, estudei, trabalhei, casei, tudo no Belém !!! Hoje estou morando no interior de São Paulo,mas foram mais de 36 anos de Belém com muita história pra contar ! Obrigado pelas lembranças ! Bjks

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      1. Oh Bia com certeza nos cruzamos !! Saí de São Paulo faz um ano ! Sem dúvida nos encontramos na tentação do pecado ( onde sempre volto ), na belga, formiga, ideal, e todas as outras maravilhosas lembranças e lugares que sempre estive com minha família e amigos. Realmente devemos ter com certeza amigos em comum e claro a paixão pelo Belém . bjks no coração !!!

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  3. Sensacional o seu texto Bia!!!
    Eu nasci no Belém, cresci, fiz e faço tudo o que vc citou, estudei no Amadeu Amaral minha vida toda….brinquei mto na Vila Maria Zélia, minha vó mora no Armazém a muuuuuuitos, onde agora tem o teatro em baixo….
    Já comprei mta coisa na Derby, vou quase que diariamente na Belga…
    Já morei em outro bairro por uns 4 anos, mais quando me casei na Igreja São José do Belém, voltei pra cá… Não tinha como não voltar a morar aqui….meu marido tbm cresceu mo Belém… E pretendemos critar nossos filhos, e ficar bem velhinhos aqui…
    Ficaria horas falando desse bairro, que cresceu tanto, e está cada vez melhor…
    Parabéns mais uma vez….

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      1. Siiiim temos o mesmo sobrenome rsrsrs…quem sabe algum grau de parentesco…
        Esse Bairro é demais, se fosse contar todas as histórias daria um livro….
        Prazer em te conhecer….

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  4. Amo o Belém. Passei lindos anos da minha vida por lá. Fiz otimos amigos. E com certeza a feira de quinta é a melhor do mundo. Quanta saudades.

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  5. Adorei tudo isto! Voltei no tempo………..morei 18 anos no Belém. Passei minha infância e juventude lá. Estudei no Amadeu Amaral e Auxiliadora. Morei na rua Intendência que terminava nos portões do Matarazzo…………aliás cresci ouvindo o apito das Fábricas.O Belém mora no meu coração………..Parabéns à iniciativa de homenagear o bairro e suas tradições.

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  6. Bom dia ! Excelente texto ; sou nascido e criado até hoje ; tenho comércio no bairro e minha intenção é ficar até o final de minha vida aqui ; amo de paixão o Belém ; participei de várias mudanças nele ; hoje sou o Presidente da Associação Por um Belém Melhor , a qual briga por melhorias em todos os sentidos !
    Temos vários projetos em pauta ; infelizmente nem todos podem nos ajudar ; mas devagar chegaremos longe ; abç. e parabéns !

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  7. Oi, meu nome é Marcos,
    Você fotografou o Belém com suas descrições.
    Meu pai nasceu no Belém, eu nasci, meus filhos e agora meus netos. Há cinco anos mudei de bairro mas não deixo de passar lá toda semana pra ver como estão todos lá. Mudaram algumas coisas, ficou mais moderno o bairro, mas a essência continua a mesma…
    Um bairro tranquilo e que oferece tudo que você precisa…
    Parabéns pela matéria, e pra quem mora ou morou no Belém se identificou com a narrativa.
    Me emocionei lendo…

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    1. Eu tenho 32 anos e todos eles vividos no Belém!
      Fiquei noiva e me mudei em agosto, mas estou praticamente todos os dias no Belém.
      Meus bisavós parternos foram os primeiros a se casarem na igreja São José do Belém, meus bisavós maternos praticamente fundaram o bairro, meu bisavô era mestre de obras e ajudou a construir boa parte do bairro!
      Acho que fui a última geração que ralou os joelhos nos paralelepípedos da Nicolau Barreto, ou que conheceu o “seu Donato” da banca e o “seu Armindo e seu Arlindo” do açougue. Que saudades!
      Saudades do “seu Lopes” da casa de ferramentas, da coxinha do Roeda huuuuuuum.
      Saudades!
      Meus pais se conhecerem porque moravam na mesma rua e toda a família nasceu e cresceu no Belém!
      Minha vó tem 82 anos vividos no bairro!
      Gerações e gerações de amizades!!!
      Amigos desde a barriga como diz a minha mãe!
      O Belém é único, um tesouro no meio do caos!
      Amo meu bairro, mesmo morando em outro lugar, o endereço fixo do meu coração está no Belém! ❤

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  8. Belem ou Belenzinho ? Eis a questão !! Não importa, deixe que essa duvida fique no ar para sempre, pois só assim será o motivo para que esse maravilhoso e pequeno bairro seja sempre lembrado. Foi lá que cheguei de colo e só sai de lá praticamente para casar. Foi nesses bairro que fui alfabetizado no saudoso Amadeu Amaral (entra burro e sai animal) , estudei lá até partir rumo à faculdade. Foi no largo do Belem que fiz a minha 1ª comunhão na igreja São Jose. Meu 1º trabalho foi no Bradesco ao lado da igreja, sem falar que e a minha 1º namorada também surgiu no Belem. Meu lanche preferido até hoje é no Peru, ou melhor lanche esse criado no “Jacaré”. Quando garoto cortava cabelo no salão do “seu” Jorge na Rua Martin Afonso, depois de jovem passei a cortar no “Big Jovens”. Comprar discos dos Beatles ? Só se fosse da Case Vera. Almoçcar aonde aos domingos, no Formiga é claro !! Cresci na Vila do Matarazzo, foi lá que conheci meus melhores amigos e os conservo até hoje. Comprar sapatos ? Só se fosse na Loja Pitta. e pão ? Só na Belga !! Andei muito de bicicleta pelas ruas desse bairro. Isso é o Belenzinho do seu viaduto Guadalajara. Saudades !

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    1. Julio,

      Vou aproveitar o seu gancho para contar que me bateu a mesma dúvida na hora de escrever o texto e daí eu vi aqui ó -> http://pt.wikipedia.org/wiki/Belenzinho que o Belenzinho é parte do Belém. Como eu não acredito nessas separações, acho que chamar de Belenzinho é só um jeito carinhoso de falar do bairro mais incrível que tem em São Paulo. 😀

      E quantas vezes na vida eu já não fui nesse Bradesco com a minha mãe, hein? É capaz até que eu tenha te encontrado sem saber.

      Muito obrigada pela mensagem e por lembrar de outros pontos que acabaram sem ser citados no texto, mas são igualmente inesquecíveis ( lanche no Jacaré e DEU A LOUCA NO PITTA!!).

      Muitos beijos!

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      1. Perfeito, esse bairro tem seu charme e é para poucos. Muitos outros locais eu não citei porque o texto ficarica longo como por exemplo tomar cerveja gelada era no Pingo D’agua e comer massas aos domingos também era na cantina do Pellichiari. É isso ai, o pequeno e grande Belenzinho. Virando a pagina, se você gosta de cinema, então visite meu site (www.mugcinema.com) Abraços

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  9. é o BELÉM , É UM BAIRRO DE MUITAS LEMBRANÇAS E EMOÇÕES ! CASEI, NA IGREJA SÃO JOSÉ, MOREI LÁ 29 ANOS , MEUS FILHOS TEM SUA HISTÓRIA LÁ;
    MINHA FESTA DE CASAMENTO FOI NO FORMIGA, O CASAMENTO DA MINHA FILHA TBM,,,,, SAUDADES DO SR;LAMEIRAS SÔSIO PROPRIETÁRIO DE LÁ, HJ QUEM COMANDA É SEU FILHO Q É FORMADO EM DIRETO! Q O CHAMO TBM DE FILHO;;;;; PÉRUS AH NINGUÊM A
    FAZ UM LANCHE IGUAL….. BELGA TEM TUDO DE BOM, MINHA VIDA , MEU PASSADO ESTÃO LÁ ;;;;PÉRUS E FORMIGA TEM UM FILÉ A CUBANA, SEM COMPARAÇÃO Ñ SEI O AUTOR DESSA MATERIA , MAS DEIXO AQUI OS MEUS MELHORES ELOGIOS , MATÉRIA BEM FEITA , BEM MONTADA , E RICA DE DETALHES !

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      1. OLA BIA!!!, FICO FELIZ DE TER MORADO POR ALI, SEM DUVIDA, É UMA COMUNIDADE , FELIZ , MINHA FAMÍLIA EMBORA DESCENDENTES DE ITALIANOS MORA POR AÍ, QDO MINHA FILHA CASOU FOI MORAR NO RIO DE JANEIRO, AÍ MUDAMOS , MAS É UM BAIRRO Q TEM TODO TIPO DE COMÉRCIO SE ENCONTRA DE TUDO……, QDO SE MUDA , E QDO CAI A FICHA, SE NOTA …. ÉRAMOS FELIZES E Ñ SABIAMOS!!!!!!

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  10. Nossa tô apaixonada pelo seu post. Tenho 29 anos e moro no Belém desde que nasci até o ano de 2007. Vire e mexe ainda vou no Belém e me lembro de cada lugar com muita saudade, sei o que foi cada local e o que mudou com o tempo. Minha vó morou lá desde a década de 30 até falecer em 2001, ela e eu também morei na Siqueira Bueno, próximo a padaria AM, vc deve conhecer, hoje é um estacionamento da fame. Me lembro da multividro onde são prédios hoje, me lembro da Mimosa também que ficava na outra esquina da Belga. Meu pai estudou no Agostiniano e eu estudei no Amadeu Amaral e com certeza já comprei muita coisa na casa Derby, só quem mora ou morou no Belém pra saber o que tem naquele lugar…hahaha.
    Nossa e esses dias ainda comentei com meu marido sobre a feira de quinta da irmã Carolina, que não existe uma feira como aquela mas não imaginava que era a maior de São Paulo. Quantos anos vc tem?
    Eu ficaria horas aqui falando no Belém. Bairro amado!!

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    1. Cynthia,

      Que saudade da Mimosa! Sei sim da Siqueira Bueno…
      Hoje estou com 27 anos e morei no Belém até meus 24.
      Muito legal saber que temos muitas lembranças em comum e todas elas com muito carinho.

      Muitos beijos.

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  11. Muito bom seu texto, Bia!
    Tenho 30 anos e moro qui desde que nasci.
    É bem legal ver esse reconhecimento a um bairro com tanta história e tradição, mas que infelizmente pouca gente na cidade conhece.
    Sobre Belém/ Belenzinho os mais antigos (ou lendas) dizem que o “original” é Belenzinho, porém, como não cabia no letreiro do bonde, acabaram adaptando pra Belém.
    Ainda sobre memórias do bairro, não sei se é da sua época, mas eu pirava quando passava em frente a loja de brinquedos Molina, na rua Belém; comprar doce no Mano´s (que ainda existe), andar de patins na Roller (durou pouco), fazer óculos em alguma ótica da Catumbi, natação na Água Marinha, o famoso bacalhau do Presidente (apesar de botarem Brás no endereço, lá é Belém) e muitos outros.
    Bjs

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    1. Aaaaah Rodrigoooo que história maior legaaal sobre o bondeee! A-DO-RE-I 😀

      E siim, eu adorava a Molina. Ia com a minha mãe no Mano’s depois da escola, fui praticamente monitora do Roller Star e fiz natação na Água Marinha!! Tô perplexa de não te conhecer pessoalmente.

      Só os óculos que a gente acabava comprando com o seu Ciro, no largo mesmo.

      Muitos beijos!

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  12. Difícil não amar o Belém!

    A 5 anos cheguei em São Paulo e fui apresentada ao Belém.
    E claro, amor à primeira vista! Fiz grandes amigos aqui!
    Amo este bairro!
    Digo sempre aos meus amigos de Minas, que moro em um bairro de São Paulo que ainda tomamos cafezinho na casa do vizinho (o que retrata muito MG).

    ♡ Belém!

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  13. Querida Bia,
    Hoje você deixou minha vida mais Dourado, rsrsrs
    Você deve ter a idade de minha filha, vivi minha infância e juventude no Belem e morei na rua Dr. Clementino, a casa já não existe mais, é o Metrô, isso era 1957 a 1976, depois me casei e mudei de lá, Hoje moro em Natal RN, mas sempre que vou a São Paulo visito o Belem, pois ainda tenho grandes amigos lá.
    Uma curiosidade da sua pesquisa e história, onde é o Bradesco era o Cine São José, no largo do Belem, (muita historia para contar rsrs), outra curiosidade, naquela época haviam as turmas, ou Escuderias como a nossa Filhos da Pista, que se reunia no Bar do Zeca na rua Herval esquina da rua Dr. Clementino, o Bar do Pingo Dágua na esquina do largo com a Silva Jardim, e tantas outras turmas espalhadas pelo bairro, mas todos muito amigos, o maior barato da época eram os bailinhos nas garagens das casas onde a paquera corria solta ao som de Beatles, Rolling Stones, Ray Coniff, muita musica Italiana e Roberto Carlos, muito namoro e muitos conheceram suas atuais esposas nesses bailinhos, tempo muito bom !
    Outra peculiaridade do Belem, ali nasceram excelentes músicos que formaram bandas que fizeram sucesso em todo o Brasil, como o maestro Eduardo Assad, o pessoal dos Incríveis, Jet Blacks, Spark´s, até mesmo os argentinos do Beach Boys moraram no Belem no tempo do festival da Record.
    Querida, poderia ficar aqui contando muitas historias de tempos muito diferentes do de hoje, mas só quero te agradecer por despertar essa linda lembrança em minha vida, muito obrigado, beijinho.

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    1. Ricardo,

      Mas foi você que iluminou meu dia com tanto carinho!

      Tenho quase certeza de que você conheceu minhas tias, elas sempre me contaram sobre esses bailinhos! E foi assim que elas conheceram meus tios e casaram, exatamente como você contou.

      Agora, essa daí do cinema eu não sabia não…nem sabia de tantos músicos! Só sabia do Arnaldo Baptista (dos Mutantes) que estudou com meu pai no Agostiano. Ah! E parece que o avô da Zizi Possi era morador da Maria Zélia também, não era não?

      Quanta curiosidade bacana que você me contou aqui…muito obrigada, mesmo!

      Muitos beijos pra você. E volta sempre aqui pra gente prosear, combinado? 😉

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      1. Será um grande prazer, uma sugestão, seria possivel transformar essa materia em um blog especial do Belém, onde cada um vai acrescentado um pouquinho do que viveu e isso vira um livro da história do nosso querido pequeno bairro, Bejinho

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  14. Primeiro, parabéns pela prosa super gostosa – do tipo cadeira-na=calçada – típica de belenenses, um povo , como você disse, com fala com lindo acento cantado, e cheio de histórias. Também nasci no Belém, mas em outras épocas. Fui um dos primeiros alunos do Agostiniano. Freuentava a comunidade de jovens da Igreja São Carlos e lá conheci um JULIO SIMI, sujeito alto e mais fortinho. Talvez seja o Julio Simi do post em seu blog, será ?

    Toda minha infância rolou no Belém, mas no Toy Bar, na bomboniere do Toninho, no Pelicciari, na Ideal, no Jacaré, na lanchonete do Ediba´s, uma das primeiras de São Paulo.

    Uma vida muito rica num bairro delicioso, para onde sempre volto, para ver parentes ainda lá residentes. Momentos prazerosos de rever lugares um vivi em extrema felicidade. E hoje são saudades.
    Bjo

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    1. Caro Darcio, Julio Simi Neto também conhecido como Julinho sou eu, o unico do Belenzinho (rsrsr). Visite meu Face. Enfim bons tempos de uma São Paulo incluindo o nosso bairro um pouco mais humana e olha que já naquela época já era Metropole, estou falando dos anos 60 e 70. Abraços

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      1. Vocês estão até se encontrando nesse post…mas agora é que virou Belém mesmo! ❤

        Ah! Adorei que o novo encontro na calçada é uma visita no Face…estamos modernos.

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  15. Meu muito legal seu testo…nasci cresci e até hoje vou pra lá visitar minha mãe que ainda mora na mesma casa na Siqueira Bueno. Estudei no Amadeu Amaral (entra burro e sai animal) adoro o sanduíche de frango especial do Perus a pizza da ideal(no balcão),meu marido e meus irmãos ainda corta o cabelo no Big Jovens e não posso esquecer da missa de domingo na igreja São José do Belém onde está acontecendo a festa de São José. Como digo sempre Belém Belem que te quero bem belo!

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  16. Olá Bia, adorei seu texto e como descreveu delicadamente suas lembranças e a de tantas pessoas que assim como eu passaram por esse Bairro incrível…um bairro que recebeu meus avós, meus pais, a mim e meus irmãos, meus filhos….Casei também na igreja São José do Belém, e como não lembrar com saudades de tantos bons momentos vividos com familiares e amigos que eram mais que parentes de sangue. Há 6 anos saimos do Belém, e fomos para o Paraíso, foi como irmos ao inferno…não nos adaptamos e viemos para a móoca, por falta de opção de imóveis na época, mas aqui estou bem pertinho, digo sempre que móoca e belém é uma questão de viaduto, é só atravessá-lo que estamos em casa literamlmente. Mas, papo reto, gostaria muito de saber o que sua mãe comprou na Derby..talvez um guaxinim?? pois lá tem tudo o que a gente imagina e o que não também….rsrs.
    Agradeço a delicadeza de citar nosso bairro com todo o carinho que merece , parabéns pelo seu texto tão minuncioso e transportando-nos a momentos de boas saudades e nostalgias. Tenha uma vida muito feliz. Um abraço desta belenense que é patrimônio tombado…..

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    1. Sueliii,

      Hahaha UM GUAXINIM seria óóóótimo! Imagina ele de coleirinha passeando pelo largo!

      Ela acabou comentando no Facebook, por isso vou copiar aqui:

      “Lembro que já comprei na casa Derby: CD’s, DVD’s, fitas K7, bonecas, jogos, embalagens para presente, salgadinhos e pilhas. Também já vi um morador de rua, subtrair uma garrafinha de cachaça… Rsrsrsrsrs.”

      Praticamente todos os presentes de festinhas de aniversário foram comprados lá.

      Vou aproveitar para convida-los a curtir a página do Circo no Facebook, assim a gente mantém contato sempre: http://www.facebook.com/pages/Circo-Dourado/887162074639025

      Muitos beijos procê. 😉

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  17. Bia, minha esposa compartilhou seu post no Facebook e quase chorei quando li! Morei nesse bairro fantástico por praticamente toda minha vida: com quatro morava na Eng. Saturnino de Brito (a Salim), com 7 morava na Conselheiro Cotegipe (e estudei no Agostiniano), me casei aos 28 e mudei para a Pimenta Bueno, e há quase três anos moro no estrangeiro – sim, moro na Rua do Hipódromo, que nos Correios marca como Brás – ou seja, no estrangeiro, já que demoro quase 10 minutos de carro para ir ao Largo….

    Ótimas histórias! Parabens!

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  18. Nasci e moro na Vila Maria Zélia, estudei no Educandário São José do Belém, que fica na Rua Belém, E fiz curso técnico em química no Colégio Manoel da Nobrega que ficava na Vila Maria Zélia. Lendo este belo testo voltei no tempo, os desfiles de 7 de Setembro no largo…os discursos do sr Pita e tantas outras lembranças deste bairro maravilhoso. Um grande abraço aos belenenses…

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    1. Angelo,

      Não dá pra esquecer dos discursos do Pita, não é não? Me acordava cedo no sábado com o auto falante no último volume! hahaha

      Pena que eu não peguei os desfiles de 7 de Setembro…

      Beijocas pra você.

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  19. Primeiramente gostaria de agradece-la por estar tão longe e nos presentear com tantas histórias bacanas sobre esse bairro tão aconchegante que é o nosso Belém.Eu nasci e me criei aqui,tive uma infancia maravilhosa daquelas que se brincava no meio da rua de queima,volei,corda,andávamos de bicicleta e sabe onde?Na rua Fernandes Vieira a rua onde se chega ao metrô,Não havia trânsito,parecia uma cidade do interior,pudera era 1968,estudei no Amadeu Amaral uma excelente escola do estado,com professores que passaram um ensino disciplinado e exímio aprendizado.Fiz a primeira comunhão na Igreja S. José do Belém,O jantar do meu casamento foi no Formiga hummm que medalhão nos serviram.Gostaria de registrar o comércio que trabalhei durante 20 anos junto de meu pai Sr.Osvaldo e meu irmão Odair a Coml de Ferragens S.Leopoldo que ficava na esquina da R. Julio de Castilhos em frente ao Pingo Dágua, Trabalhar no comércio fazemos muitas amizades ainda mais morando no próprio bairro e portanto posso afirmar que os moradores do Belém são do Bem. Já saí várias vezes do bairro em virtude da profissão do meu marido que percorre obras elétricas pelo Brasil e posso afirmar que padaria, pizzaria, comércio, bancos tudo tão próximos e atendimento impecável é aqui mesmo no Belenzinho, portanto aqui ficou meu porto seguro, eu vou, mas eu volto!!!!
    Minha filha estudou no Insa e no Agostiniano e andou de patins no Roller. Enfim só tenho a agradece-la por permitir através deste post recordarmos tantas lembranças deliciosas.
    Abraços Bia !!!!

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    1. Regina,

      Acredita que deu tempo de eu também brincar na rua no Belém? Já tinha um pouco de trânsito, então a gente ficava mais pelas vilas. Também acho que os moradores de lá são queridos demais.

      Tô achando que pode ter acontecido de eu ter conhecido sua filha, hein? Muitas coisas em comum. 😀

      Eu que agradeço o olhar carinhoso para a minha escrita.

      Beijos!

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  20. Adoro o Belem. Hoje estou com 65 anos. Estudei no colégio Sarmiento, e também no Amadeu Amaral. Lembro inclusive da papelaria do ‘seu’ Magalhães, onde hoje eh o Edgar. Lembro dos bailinhos, inclusive meu pai autorizava que fizéssemos também em nossa casa na rua Herval. Musicas italianas, beatles, os Pholhas, nossa muito bom relembrar.
    Hoje ainda moro no Belenzinho, apesar de ter me mudado para o interior por um período.
    Beijos a todos que amam e pertencem a essa grande e antig famiLia Belenenses.

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    1. Giselda,

      Vou te falar que depois de tantos comentários falando sobre esses bailinhos, deu vontade de voltar no tempo só pra eu conseguir descobrir como era. Eu lembro do meu pai me falando dos Pholhas!

      Muitos beijos pra você.

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  21. Bia,

    Algumas curiosidades citadas num ótimo artigo da Revista In, com o título “Uma história de 108 anos”, de 29/04/2011:

    • A vidraria mais antiga foi a Germânia (1897), do alemão Guilherme Klimburger, que ensinou a muitos moradores o ofício. Das famílias que moravam no antigo Belenzinho, pelo menos um membro era vidreiro.

    • No século XIX, o bairro era muito procurado por estudantes, escritores, artistas e boêmios. Na R. 21 de abril, num chalezinho amarelo, morou o escritor Monteiro Lobato.

    • Em 15 de agosto de 1897 foi batizada a primeira criança na inauguração oficial da Paróquia São José do Belém, a Izildinha, filha de José Augusto da Rocha e Rosa Garcia Passos.

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  22. Bia, lindo texto! Amei e voltei no tempo! Nasci e cresci no Belém. Além de todas as lembranças que vc citou aqui, não podem ficar de fora o ponto que ficava em frente ao Jacaré, onde o antigo “ônibus elétrico” iniciava sua viagem até o Largo da Batata em Pinheiros, a Chuvatex na Rua Belém, a Casa Touro, as Casas Pernambucanas, a loja Arapuã, essas 3 últimas no Largo… Lembri até de quando era pequena, de ver os desfiles de carnaval na Rua Belém e no largo, onde no domingo da semana da Pátria, tinha o desfile do Sete de Setembro! Obrigada por trazer à tona essas lembranças maravilhosas!

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    1. Andreia,

      Obrigada você por trazer essas lembranças de um Belém que não conheci, mas que certamente é memória de muita gente por aqui. Não cabe tudo no texto, claro…mas os comentários são ilimitados, assim a gente cria uma memória coletiva colaborativa!

      Beijos!

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  23. Muito bom seu texto, vi em um post de um amigo meu de infância (Ricardo) que também mora no Belém como eu, e eu vivo até hoje no bairro, e gostaria de completar suas informações do extinto colégio Saldanha marinho, onde eu, minha irmã e meus primos estudaram lá, meus pais se conheceram lá e se casaram no igreja são José do Belém e eu também casei lá, o bar do frango citado que hoje é uma loja de roupas era o bar do Epitacio pai do meu também amigo de Belém Rogério, Jorjão e Cris. Saudades na época que tinha a Ron Jon na passos e a gente andava de skate. Boas lembranças!!

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  24. Que delicia de texto Bia! Morei apenas por 6 meses no apto que meu tio possue a mais de 25 anos no Edifício Europa, fiquei apaixonada ❤️ e decidida que se me mudasse pra SP seria para morar ali rsrsrs Pena não ter explorado todos essses lugares que você citou, com exceção do Parque Belém onde eu adorava me exercitar. Coincidências a parte estou indo para Irlanda no mês de Abril.
    Bjos e sucesso pra vc!

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    1. Famooso Edifício Europa, Carol! Todos os meninos iam jogar bola lá. E todos conheciam pelo menos uma pessoa que morava lá também.

      Muita coincidência mesmo. E você vem pra morar ou passar um tempo? Quem sabe a gente não toma uma pint juntas, hein?

      Beijo grande.

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  25. Moro no Belem (na Redenção, conhece?! Rs.) desde que nasci, obviamente estudei no Agostiniano e conheço todas as pessoas e lugares que você citou! Seu texto me emocionou! Obs. Hoje teve feira na Irmã Carolina e eu tomei um caldo de cana. Beijos, Nadia

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    1. Caramba Nadiaa você teve um dia muito incríveel! hahaha

      Essa feira tem a capacidade de transformar um dia qualquer em um dia delicioso! Até lembrei que sempre me contaram que o Francisco Cuoco, na época que fazia fotonovela, era feirante de quinta no Belém. E parece que a mulherada se derretia e já pedia autógrafos.

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  26. ola Bia eu tambem nasci no Belem tenho 40 anos nasci na maternidade Sao Jose do Bras hoje Hospital Santa Virginia meu bisavo trabalhou na fabrica da Santista estudei na escolinha Xereta depois no Agostiniano morei anos na saturnino de Brito fiquei % anos fora e voltei aqui em sao paulo nunca morei em outro bairro e tudo q postaram me deu saudades do Belem daquela epoca hoje moro atras do agostiniano compro pao na nacional frequento a tentacao do pecado alias adorava quando era na Redençao compro na Derbi fui vizinha do Edgard meus brinquedos minha mae comprava na Molina meu marido corta cabelo no big jovem mantemos as tradicoes a compro frango no Epitacio antigo sujinho hoje galeteria Pita e ainda mais comemos pastel na antiga barraca da Rosinha hoje pastel Kioto eleito melhor pastel de sao paulo
    abraço

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    1. Ana Cristina,

      Eu simplesmente AMO a Galeteria Pita. Como pude deixar de fora?? Ainda bem que você me lembrou aqui. Um franguinho suculento com farofa, arroz, batata e vinagrete. ❤
      E é muuuito verdade que a barraca da Rosinha tem o melhor pastel de São Paulo!

      Beijo grande!

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  27. Olá. Adorei tudo que li. Amo o Belém. Nasci aqui em 1959, no Hospital São José, hoje Santa Virgínia.Morava em uma vila na Rua Serra de Araraquara, hoje Radial.Estudei e m formei no Amadeu Amaral. Trabalhei no Bracesco (fui moça Bradesco) fiz até comercial na TV sobre o fundo 147.Casei e morei 6 meses na Siqueira Buenos na Água Rasa.Os piores meses da minha vida. Qdo vinha p Belém e depois retornava p minha casa onde subia o viaduto Guadalajara, sempre chorando.Voltei morar aqui na Toledo Barbosa ao lado dos meus pais. Que alegria. Meus pais tinham um comércio a avicultura Toledo.Meu pai Ramon muito conhecido , muito alto quase 2 metros de altura.Morei na Pimenta Bueno em uma vila por 26 anos e há um ano e cinco meses moro em outra vila na Conselheiro Cotegipe. Ficaria aqui horas falando desse bairro que amo tanto.O Belém agora está crescendo. Com muitos prédios, o comércio cresce , a cada semana abre algo novo.Eu mesma agora estou produzindo o melhor molho de tomate da região, e muitas outras coisas gostosas. Adorei tudo q vc escreveu tão lindamente sobre meu bairro. Cada lugar, cada comércio, quem n conhece a Casa Derby? Vende desde pparafusos até vinhos finos rsrsrsrsrs. Conheço muita gente . Não quero nunca sair daqui.

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    1. Hey Lilian, nós fomos vizinhas! Morei na Pimenta Bueno, perto da vila. 😀

      E pode divulgar aqui onde é que a gente encontra pra comprar esse melhor molho de tomate da região, que eu vou falar pra minha família ir aí provar!

      Muito beijos pra você.

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    2. Nossa como foi maravilhoso ler esse texto onde todos falam um pouco desse nosso bairro. Voltei no tempo, a estória da minha vida está sendo escrita aqui.Obrigada por ter escrito lindas palavras p descrever esse Belém q amamos tanto. Rssssss quanto ao molho realmente é o maravilha.Puro tomate.Vou ver se te mando as fotos . Lógico se sua família quiser provar , meus contatos são:cel.vivo.97311-1283 e rés. 2291-5553. Muito obrigada. Bjs

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  28. Nasci e cresci no Belém, por um tempo do outro lado da Radial Leste (perto do Sesc) e depois fui para a Conselheiro Cotegipe e Toledo Barbosa (Lilian Ocana, morava em frente a avicultura do seu pai – Sr. Ramon, meu pai era muito amigo dele). Ainda moro no Belém, na Alvaro Ramos, pertinho da Toledo. Meu pai era um dos donos do Bar da Estação – Quarta Parada, antes de o metrô chegar. Perus, Toy Bar, Doceira Pituca, Formiga, Jolins Modas, Jacaré (e a danceteria do Jacaré).. tudo o que foi citado fez e faz parte do meu dia a dia.. adoro esse Bairro. Parabéns Bia pelo belo texto ao nosso bairro!

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  29. Nasci no Bras mas morei no Belenzinho durante vários anos, perdi a conta, morei sempre na Rua Toledo Barbosa, boa parte de minha infancia ficavamos com nossa turma no Bar do Evaristo na Irmã Carolina, bons tempos, bons amigos. Estudei um ano só no Amadeu Amaral, depois fui para o Agostiniano e fiquei por lá por 11 anos, apanhei muito dos padres. kkk
    Talvez alguem se lembre da Mercearia do Pesqueira na Toledo, do Perus, do Formiga das boas padarias nem preciso falar o melhor lanche do mundo. Abraços aos Belenenses. Calegas.

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  30. Morei 30 anos no Belém, há 8 moro na Lapa.
    Minha infância foi muito feliz dividida entre as ruas Dr. Clementino (onde morava) e a Júlio de Castilho. Bom elas eram tranquilão até a chegada da Igreja Universal que aumentou enormemente o fluxo de pessoas e com isso, onde antes só existiam casas charmosas, abriram comércios alimentícios. Isso foi a primeira crueldade com o bairro, eram lindas as casas de frente para o metrô. Empinei muita pipa nos terrenos baldios que eram abertos.
    Meus pais ainda moram lá, em uma vila ainda pouco alterada, mas a minha sensação quando vou lá é que o centro está a cada dia engolindo mais esse bairro-interior, que pela nova urbanização não é mais considerado Zona-Leste, mas região central.
    Gostei muito do seu texto.
    Com certeza nos cruzamos pelo bairro.

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    1. Ih Allan você tem o nome i-gual-zi-nho ao do meu palhaço predileto, o Chabilson, palhaço da Zona Leste (é verdade que amo palhaços, não estou querendo te sacanear não).

      É mesmo, agora é região central…li até que tem quem considere Zona Sudeste. Espero mesmo que esse crescimento seja feito com amor e muita arte, para o Belém continuar sendo lembrança bonita para as próximas gerações.

      Muitos beijos!

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  31. Bia,
    Moro no Belém desde os 8 anos, depois de ter vindo da Vila Maria, um bairro também predominantemente italiano, e aqui do ladinho.
    Me emocionei de verdade com seu texto, que traduz de maneira tão verdadeira as “pequenas coisas” que o Belém possui e só quem é daqui sabe o quão demais são.
    Tenho muitos amigos que visitam o bairro e que já são apaixonados pela comida do restaurante da esquina do metrô (a.k.a. Azulão), por tudo que há de melhor (inclusive os bolos) do Ravan e da Belga, pela calma.. por tudo!
    Entre meus amigos, inclusive os que não são daqui, temos até a piadinha interna de que não importa o que você queira, na Derby tem.. desde dvd, narguilé, camiseta, cordas, tudo.. lá é a zona 13, tudo acaba indo pra lá rs.
    Obrigada por nos lembrar de ter ainda mais orgulho do que temos, por que certamente é um orgulho ter crescido aqui e poder criar meu filho por aqui também.

    Abraço!

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  32. Moro no bairro Belém desde 2010 e não consigo me imaginar longe desse lugar. Sou grande fã da Derby e quando rola uma graninha vou na Belga me acabar de comer…rs.
    Não tem lugar mais completo e bem localizado! 🙂

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  33. Que lindo! É tão difícil ver ! Alguém falar com tanto carinho desse bairro que eu tanto amo! Moro aqui no Belém desde de 1987 são quase 30 anos vivendo em uma vila como tantas vilas que tem espalhadas pelo bairro! É bom de mais viver aqui! Achei lindo seu texto Parabéns!

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  34. Nossa quanta recordação boa. morei muitos ano na Herval com a Pimenta Bueno e tenho muita saudade de tudo isso, da ópera do Renato, da mercearia do Junior, da Nacional, o André da farmácia quando também me acompanhou por muitos anos toda vez que ficava doente, tenho lembranças maravilhosas da Roller Star e das festas que tem em Março e em Agosto na Igreja São José do Belém, festa das Nações na São Carlos, brinquedos do Molina e como não enlouquecer na bagunça da Derby, sapatos da Edas, mercadinho São Marcos, festa junina no Agostiniano, quantas lembranças boas você me fez recordar, parabéns pelo texto e obrigada por me fazer reviver essa fase tão gostosa.

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  35. Que saudades! Sou sobrinha do Renato, sim do frangueiro cantor!!! Moro em outra cidade mas tenho muitas saudades e lembranças dessa cidade que é o Belém. Sim, cidade. Pq tem de tudo um pouco. Todos se cobhecem. Quem mora no Belém não precisa sair dele pra nada. Amooooo

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  36. Nossa VCs estão de parabéns me emocionei Sou Artista Plástica e nasci ai na Vila do Matarazzo em 1955 ( Celso Garcia ) td de bmmmmmmm Amo este lugar!!!!! de cobriu as memórias da minha infância ate´os anos da minha adolecencia em uma Vila Industrial Hoje que percebo Que MÁXIMO foi isso . Bjoss a Vcs , que devem ser netos de muitos conhecidos meus Estudei no Amadeu Amaral tmbmmmm Fiz Primeira comunhão na então Igreja do Belém Sou muito Feliz de ter nascido ai Se precisar me chamem Meu nome é Regina apelido da época Shell Bjosssss

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  37. Bia Dourado!
    Boa noite.
    Li sua matéria,linda ,nasci na Maternidade São Paulo,e morei na Rua Catumbi até os meus 23 anos,casei na Igreja Nossa Senhora do Brasil,morei no interior de São Paulo, e hoje moro no Bairro da Mooca,por sinal ao lado do Belém.
    Estudei no Instituto Nossa Senhora Auxiliadora,estudei no Colégio Manuel da Nobrega.
    Tive muitos amigos e amigas no Belém. Os bailinhos na casa da saudosa Marcinha irmã do Paulinho dos Pholhas que sempre e somos amigos até hoje,também em casa os bailinhos e reuniões, na casa da saudosa Alice na rua Teixeira de Freitas,os bailinhos do Agostiniano .Bons tempos,bons amigos,e amigas. Ficam nas boas histórias de nossas vidas.Muito obrigada de relembrar um pouco os anos dourados.Beijos.

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  38. Show ! Matou a pau ! Mandou bem, abordando locais super-tops ! Mostrou bem a cara desse bairro tipicamente paulistano e tudo de bom que ele nos oferece. Bairro esse que também recebeu a influência da imigração italiana. Minha família veio da Itália pra o Brasil, em 1893, se estabelecendo no Brás. Mas, Eu ❤ Belém ! Parabéns !

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  39. Obrigado Bia! Muitas recordações desde a feira que era na R. Doutor Clementino antes de ser na Irmã Carolina, em frente a doceria da minha mãe Maria Helena. Rua onde meus pais se conheceram, e quando ela montou a loja, a maioria dos clientes eram trabalhadores das fabricas Aziz Nader, Multividros, Camisaria Orly. Estudantes do Agostiniano e INSA. Foram ministros da eucaristia na Igreja São José, onde eu e meu irmão fizemos primeira comunhão. Estudamos no Amadeu. Que bom recordar com você estes bons momentos! Beijos e esperamos todos para um café com um docinho na loja de doces Picolena, desde 1968, Dr. Clementino 279.

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  40. Bia vc está de parabéns, seu texto está simplesmente maravilhoso (saudoso), não nasci no Belém, porém fiquei 25 anos, trabalhando morando, enfim amo esse bairro.

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  41. Emocionante tudo isso nasci no Belém,estudei no brigadeiro Veloso e era anjo nas procissões da igreja São José. Delicia lembrar da minha infância e juventude .Amo o Belém.

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  42. Bia,
    Agradecemos e comemoramos seus comentários amorosos sobre o nosso bairro. Não nascemos aqui, mas casamos no cartório do Belenzinho, onde nossos filhos Guilherme (16) e Gabriel (13) também são registrados; estudam no Colégio Ranieri desde que era só berçário. Fincamos raiz aqui, já moramos no Condomínio Europa e agora no JK, na rua da Feira de quinta, “a melhor”!
    Muito obrigado também a todos que apareceram aqui pra levantar cada vez mais a moral desse pedaço maravilhoso de São Paulo. Levar a vira-lata Pituca pra passear e prosear pelo bairro é coisa muito boa, terapia sem par, só comparável ao interior (Jundiaí e Toriba), de onde viemos há muitos anos… Podemos fazer do Belém (cada vez melhor) um modelo pra ser copiado!
    Marlene Goya Lotério e Hélio Lotério

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