Lógica bilíngue

Liz, Stella, Coralí e Ana. As amigas que se encontraram na Bahia tem uma coisa em comum: todas falam mais do que uma língua.

Stella é filha de mãe francesa e pai alemão, mas mora em Barcelona. Fala, portanto, francês, alemão, espanhol e está aprendendo inglês. Coralí é filha de francês e brasileira, ainda não fala muito, mas entende muito bem os dois idiomas. Ana e Liz são filhas de brasileiros que, com algum esforço, optaram pela educação bilíngue.

No que isso as torna melhor? Nada. Sem empatia, respeito e amor, nada disso vai levá-las muito longe. A língua é ferramenta.

Mas em dado momento, todas brincavam com a mesma doll. A mesma poupée. A mesma boneca. Cada uma chamava de um jeito, todas respeitavam e entendiam que sim, cada uma chama de um jeito e nenhuma delas está errada.

Foi quando eu entendi que ensinar uma outra língua é ensinar uma outra perspectiva que manda pra bem longe a lógica binária que causa tanta falta de compreensão e acolhimento no mundo.

Eu sei, tem um milhão de formas de ensinar isso, claro. Mas foi tão bonito, tão singelo e tão encantador encontrar esse caminho, que a escola da praia vai ficar guardada com a gente pra sempre.

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