Com que escola eu vou?

Serão muitos caminhos para entender qual será a prioridade na escolha da educação escolar dos nossos filhos, mas todos eles passarão inevitavelmente por questões muito pessoais como: proximidade de casa e investimento.

Ainda que a escola seja pública, investimos tempo dedicado ao acompanhamento dessa Instituição e, muitas vezes, não sabemos ao certo o que estamos avaliando. Por isso as diferentes metodologias acabam auxiliando pais e profissionais, que entendem qual norte os guia na educação.

Escolher uma escola para a minha filha, para mim, é quase tão importante quanto foi a escolha do nome: aquela experiência ficará para sempre. Então parti do princípio básico que gostaria que ela convivesse com profissionais atentos ao que nos atentamos também em casa, como disciplina positiva, comunicação não violenta e o livre brincar; sem restrições que pudessem dar margem para xenofobia, racismo ou preconceito.

Em uma primeira peneira de avaliações, as escolas religiosas já ficaram de fora, já que aqui em casa falamos de fé sem rotular. O fato do pai da minha filha ser ateu também reforçou a escolha, e deixou explícito que para nós, religião é algo íntimo, não caberia no espaço de uma Instituição de Ensino, pelo contrário, poderia confundir e criar mais conflitos do que o necessário.

Aos poucos, fui também percebendo que as escolas que se auto-entitulavam “construtivistas” tinham uma visão muito ampla sobre esse conceito, dizendo que buscavam o melhor de diferentes metodologias. Mas a realidade é que sem saber quais são as diretrizes reais do método escolhido, fica muito complicado entender se é a melhor escolha para a nossa realidade. Por isso, foram descartadas do meu processo de busca.

Vale lembrar que já tivemos uma experiência anterior  em escola pequena e construtivista, em que priorizamos o afeto e poucas crianças no convívio, mas no final das contas nos frustramos justamente com a falta de estrutura e de preparo profissional.

Sobraram as escolas idealizadas por educadores como Waldorf, Pikler, Montessori, Reggio Emilia, Piaget, Vygotsky, Freinet e José Pacheco. Parti do princípio que todos esses métodos eram duplamente mais lindos por conterem uma dose de utopia, e conhecer sua prática seria estar aberta às imperfeições.

Falarei sobre cada um deles por aqui, semanalmente. Assim fica mais fácil entender minha escolha e abro espaço para a troca de ideia com pessoas que vivenciam a realidade de cada método – que eu conheço apenas na teoria. O que acham?

obs. Imagem em destaque de uma sala de aula do Jardim de Infância em Eisenstadt-Umgebung na Áustria.

 

 

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s