A grande aldeia utópica

Fica aqui combinado: retomaremos as tribos.

Meu filho será seu. O seu será meu. Filhos de uma aldeia toda, em que valores são construídos em conjunto e cooperação.

Quando um de nós nascer, ganhará uma canção. A mãe ganhará tempo, sombra e água fresca. O pai ganhará noites em claro e abraços calorosos. A família terá tempo de se descobrir família. De se fortalecer família.

Então nos daremos as mãos em um puerpério que parecerá sem fim e, quando acabar, saberemos rir de tudo isso, enquanto tomamos um café com bolo.

Terão dias difíceis. Terão dias felizes. Terão crianças sendo crianças e brincando na natureza. Terão pais em volta de uma fogueira, agradecendo a semana que viveram.

E quando um de nós errar, cantaremos a canção da vida. Acolheremos com afeto essa dor, para que retomemos o equilíbrio.

A grande aldeia utópica é onde vivo todos os dias. Não se assuste se eu pedir ajuda. Ou se eu ajudar o desconhecido. Eu pertenço à aldeia utópica, onde nem tudo é verdade, mas tudo existe.

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