Com que escola eu vou? Waldorf?

Desconheço pais que não sejam completamente apaixonados pelas escolas Waldorf que seus filhos estudam. A filosofia educacional alemã, elaborada por Rudolf Steiner, criada em 1919, tem por base o conceito de que cada ser humano é único, e deve ser respeitado em seu desenvolvimento pessoal.

Foi um dos métodos de ensino que busquei, depois de acompanhar os relatos de mães e alunos de algumas escolas em São Paulo. De fora, pude observar os estímulos à conexão com a natureza e seus quatro elementos explorados através das brincadeiras, desenvolvimento de habilidades manuais e incentivo ao lúdico, com contos e lendas de seres elementais.

Com alguma pesquisa, entendi que a filosofia prevê o desenvolvimento físico, anímico e espiritual de cada criança. Uns cliques mais tarde, encontrei famílias na Califórnia relatando uma má experiência com o que chamava de “Ortodoxia Waldorf”.

Lembro aqui que não busco escolas perfeitas, busco aquela que se adequa melhor à realidade que vivo hoje, por isso as opiniões contrárias são válidas tanto quanto as apaixonadas.

Gosto muito dos rituais Waldorf, como as velas coloridas acendidas aos domingos para esperar o Natal. Também gosto das celebrações da chegada de cada estação do ano. Valorizo bastante o envolvimento da família, que geralmente é acolhida como parte da comunidade escolar e participa ativamente do cotidiano dos alunos.

Considerei com algumas ressalvas as opiniões daqueles que acreditam que o ensino não se faça forte a partir da alfabetização, já que acredito que não se aplique a todas as escolas, nem a todos alunos, e há uma amplitude bem grande nas variações do conceito “ensino forte”. Parto do princípio que a referência da maioria das pessoas que buscam um bom ensino tem por guia a preparação do aluno para passar em um vestibular – algo que possivelmente nem existirá mais (pelo menos não nesse formato que temos hoje) quando minha filha concluir o Ensino Médio.

Apesar do Ensino Waldorf não ter sido minha escolha, gosto de conhecer melhor as experiências para eu mesma aplicar em casa, como as tradições em festas de aniversário, que são ricas em detalhes com artes manuais, comidas caseiras, brinquedos sensoriais e a linda coroa de feltro, que vai na cabeça do aniversariante. Além disso, um conto sobre a chegada da criança ao mundo é relembrado a cada ano, junto ao anel de aniversário em madeira, que complementa a comemoração simbolizando todas as conquistas do ano que passou.

Como se vê, a pedagogia Waldorf é profunda, e fala com a alma de algumas pessoas. Nem um resquício de seu significado caberia em um post, por isso, recomendo que esse seja apenas um pontapé inicial para uma pesquisa pessoal, se for de seu interesse.

Tem muita coisa bacana relatada pelas família da Estefi Machado, Flavia Rubim e Raquel Vitorino, da Lanternas no Caminho. Recomendo!

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s